<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>escrita terapêutica &#8211; Madame Sarita Bitu</title>
	<atom:link href="https://madamesaritabitu.com/tag/escrita-terapeutica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://madamesaritabitu.com</link>
	<description>Baralho Cigano &#124; Roda da Vida &#124; Reiki &#124; Quebra de Contrato Energético &#124; Limpeza para Abertura de Caminhos</description>
	<lastBuildDate>Fri, 29 Aug 2025 12:10:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.3</generator>

<image>
	<url>https://madamesaritabitu.com/wp-content/uploads/2025/04/cropped-MARCA__SELO-AMARELO-E-MAGENTA2-1-32x32.png</url>
	<title>escrita terapêutica &#8211; Madame Sarita Bitu</title>
	<link>https://madamesaritabitu.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Quando Füssen me Encontrou</title>
		<link>https://madamesaritabitu.com/quando-fussen-me-encontrou/</link>
					<comments>https://madamesaritabitu.com/quando-fussen-me-encontrou/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sarita Bitu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 20:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[escrita terapêutica]]></category>
		<category><![CDATA[fussen alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[viajar sozinha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://madamesaritabitu.com/?p=20704</guid>

					<description><![CDATA[Viagem a Füssen, na Baviera: um encontro inesperado que trouxe calma, leveza e reflexões que transformaram minha passagem pela Alemanha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="20704" class="elementor elementor-20704" data-elementor-post-type="post">
						<section class="elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-667506d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default sc_fly_static" data-id="667506d" data-element_type="section">
						<div class="elementor-container elementor-column-gap-extended">
					<div class="elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2de8726 sc_content_align_inherit sc_layouts_column_icons_position_left sc_fly_static" data-id="2de8726" data-element_type="column">
			<div class="elementor-widget-wrap elementor-element-populated">
						<div class="elementor-element elementor-element-df72f18 sc_fly_static elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="df72f18" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
				<div class="elementor-widget-container">
									<p><span class="trx_addons_dropcap trx_addons_dropcap_style_2">H</span></p><p><span style="font-weight: 400;">oje senti a saudade bater, trazendo de volta Füssen, na Baviera, uma charmosa cidade medieval no sul da Alemanha, que segue vibrando dentro de mim como se eu ainda caminhasse por ali. Uma amiga, que acompanhava minhas andanças pelas redes sociais, apareceu com um convite inesperado: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Vem aqui pra casa, moro em Füssen”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Na ida, a tranquilidade já dava sinais do que eu iria encontrar. Dentro de um ônibus de primeiro andar, viajávamos umas quatro pessoas e eu. Na primeira parada, desceram todos os viajantes e fiquei sozinha, durante umas três horas de percurso. A motorista – isso me deu alívio por ser uma mulher conduzindo – percorria uma estrada bucólica que me fazia respirar numa leve cadência.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Willkommen in Füssen.</span></i><span style="font-weight: 400;">” Chegamos. Uma cidade pequenininha, com cerca de quinze mil habitantes </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> tão charmosa quanto gelada </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> me surpreendia. Eu nem podia acreditar no que os meus olhos viam. O destino inesperado se revelava, e eu só pensava: “por favor, me belisca”. Um lago azul-turquesa cortava a cidade e impactava a minha retina. Parecia cena de sonho. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Encontrei Aline, que havia conhecido rapidamente em 2018, em São Paulo, na minha primeira viagem sozinha. Graças à tecnologia, o nosso contato estava ali, bolando entre algoritmos. Mas o encontro foi tão sublime e sincero que me fez duvidar que não éramos tão próximas. Aline me levou de bicicleta para as melhores sensações. Passamos uma tarde pedalando na divisa entre Alemanha e Áustria, vivendo uma experiência incrível.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">A gente se emocionava rindo e nem sabíamos por que ríamos tanto… Mentira, sabíamos sim. O afago de um abraço amigo era o que precisávamos naquele momento. Cada uma no seu caminho, com sua demanda, com sua saudade, e um encontro que parecia ter sido arquitetado meticulosamente pelo universo para acontecer naquele instante. Estava sendo reconfortante.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Nos dias seguintes, enquanto Aline seguia sua rotina como qualquer cidadã brasileira-alemã, eu pedalava incessantemente como se quisesse chegar a algum lugar. E, por sorte, encontrei: me encontrei. Depois de semanas confusas e turbulentas, Füssen refletia o que poderia ter de melhor em mim: o silêncio, a leveza, o verde flamejante, o vento que acariciava os cabelos, o descompromisso com o sério, as boas companhias.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Füssen foi o abraço que eu precisava naquele momento. Nos encontramos… e foi exatamente na hora certa.</span></p>								</div>
				</div>
					</div>
		</div>
					</div>
		</section>
				</div>
		]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://madamesaritabitu.com/quando-fussen-me-encontrou/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ouvidos Atentos</title>
		<link>https://madamesaritabitu.com/ouvidos-atentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sarita Bitu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 23:35:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[cura emocional]]></category>
		<category><![CDATA[escrita terapêutica]]></category>
		<category><![CDATA[escuta ativa]]></category>
		<category><![CDATA[escuta intuitiva]]></category>
		<category><![CDATA[intuição feminina]]></category>
		<category><![CDATA[palavras que curam]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://madamesaritabitu.com/?p=20181</guid>

					<description><![CDATA[E scutar é mais que ouvir – é acolher. Em meio ao ruído externo e interno, ouvir com atenção se torna essencial. Em atendimentos terapêuticos, em relações pessoais&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="20181" class="elementor elementor-20181" data-elementor-post-type="post">
						<section class="elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5d2b2f61 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default sc_fly_static" data-id="5d2b2f61" data-element_type="section">
						<div class="elementor-container elementor-column-gap-extended">
					<div class="elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6620a724 sc_content_align_inherit sc_layouts_column_icons_position_left sc_fly_static" data-id="6620a724" data-element_type="column">
			<div class="elementor-widget-wrap elementor-element-populated">
						<div class="elementor-element elementor-element-afb48a sc_fly_static elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="afb48a" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
				<div class="elementor-widget-container">
									
<p><span class="trx_addons_dropcap trx_addons_dropcap_style_2">E</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">scutar é mais que ouvir </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> é acolher. Em meio ao ruído externo e interno, ouvir com atenção se torna essencial. Em atendimentos terapêuticos, em relações pessoais ou até num simples momento musical, saber ouvir com presença transforma a experiência. Ouvidos atentos criam espaço para o outro existir e revelam o que ressoa em nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dia assisti a uma apresentação musical. A cantora era acompanhada por um violonista e um percussionista. Eles haviam sido contratados para alegrar uma festa privada. A voz da cantora era suave, cantava MPB, as melhores. Nascida e criada em um ambiente no qual a música tinha papel principal, fui ensinada desde cedo a respeitar os músicos, a respeitar a música, a nunca meter a mão em um instrumento ou em um microfone sem pedir permissão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A musicista, com seus olhos claros, cabelo curto cacheado, vestida de pura elegância, percebeu a minha admiração, o meu contemplamento e os aplausos a cada final de música, enquanto a maioria na festa enchia seus pratos de comida, conversava alto, brindava em comemoração. Eu não fazia aquilo para ser notada. De fato, sentia-me deslocada ali, acompanhava alguém. Apenas agi conforme fui ensinada. Mas, mais do que isso, havia algo no timbre da sua voz que acarinhava meus ouvidos e me fazia permanecer atenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final de seu compacto show, não titubeei ao me dirigir a eles para elogiá-los. Ela me abraçou, abriu o sorriso e soltou “é tão bom encontrar ouvidos atentos”. Ouvidos atentos… Essa expressão percorre até hoje as linhas do meu hipocampo, fazendo-me lembrar que é bom ser ouvida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim é também nos atendimentos. Quando recebo alguém à minha mesa, reconheço que aquela pessoa carrega uma angústia, busca acolhimento e, acima de tudo, deseja ser ouvida. Muitas vezes, ela está apenas ansiando destravar o que está entalado. Procura um espaço seguro onde possa ser ela mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do outro lado, recebo a cliente com empatia. Sem pressa. Aqui estamos apenas você e eu. Escuto com atenção. Entendo caso por caso, sem julgamentos. Você quer falar? Eu quero ouvir. E, assim, de ouvidos atentos e acolhimento olho no olho, encontro espaço para trazer o que as cartas também querem falar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma conversa é uma troca. Quando você se fecha ao que o outro diz, acaba preso dentro dos próprios pensamentos, limitando-se ao seu próprio mundo. Quanta oportunidade perdida… Ouvir o outro é abrir uma janela para um novo universo. Esteja com ouvidos atentos à comunicação do outro, ao ambiente, ao silêncio, às reações do seu próprio corpo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar alivia. Ser ouvida cura. A escuta ativa é um gesto simples, mas certamente transformador. A boa comunicação é o primeiro passo para relações mais humanas, trocas verdadeiras e uma vida mais presente.</span></p>
								</div>
				</div>
					</div>
		</div>
					</div>
		</section>
				</div>
		]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
